A ousadia dos madeireiros é tão grande que eles não se contentam em derrubar as árvores. Trazem motosserras e, na mata, beneficiam a madeira que vai abastecer o comércio ilegal. Pelo tamanho dos troncos dá para calcular que algumas árvores tinham mais de 20 metros de altura.
"São grupos armados, organizados, financiados por serrarias que recebem os produtos ilegais. São grupos perigosos", destaca o chefe de fiscalização do Ibama (PE) Leslie Tavares.
Como a fiscalização não chega aos locais dos desmatamentos, a estratégia é fechar o cerco contra as serrarias e atingir a ponta do comércio ilegal. A Operação Sucupira, desencadeada no início do mês, conta com 10 equipes que atuam em cinco cidades da Zona da Mata pernambucana.
Os fiscais já fecharam 25 serrarias e pequenas fábricas. Todas usavam árvores da Mata Atlântica como matéria-prima. São estabelecimentos sem licença ambiental e sem cadastro no Ibama. O dono de uma serraria é multado pela quarta vez: R$ 58 mil.
Até o fim do semestre, o Ibama pretende fechar mais de 200 serrarias clandestinas. As multas já chegam a R$ 850 mil. A madeira é recolhida com ajuda do caminhão-guincho. Mais de 900 toras foram apreendidas. Uma tentativa de salvar a mais ameaçada das nossas florestas.
"Secar a fonte Garantir que todo esse dinheiro que circulava financiando e estimulando o desmatamento ilegal e a pistolagem seja secado. Essa conta tem que secar", afirma o superintendente do Ibama em Pernambuco João Arnaldo.
Fonte: Bom Dia Brasil
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